Operação da Polícia Civil de São Paulo prende 233 suspeitos de violência doméstica e familiar e segue com cumprimento de mandados em todo o estado
A Polícia Civil de São Paulo prendeu 233 agressores de mulheres durante a Operação Ano Novo, Vida Nova. A ação começou na noite de segunda-feira (29) e seguiu ao longo da manhã desta terça-feira (30), em diferentes regiões do estado. Os policiais cumpriram mandados expedidos pela Justiça contra suspeitos de violência doméstica e familiar. A Secretaria da Segurança Pública coordena a operação em conjunto com outros órgãos estaduais.
Quase 1,5 mil policiais participam da ação integrada. As equipes utilizam cerca de 450 viaturas para localizar os alvos. O secretário da Segurança Pública afirmou que o número de presos deve aumentar ao longo do dia. Segundo ele, novas informações continuam chegando às delegacias. A polícia mantém as diligências em andamento para cumprir todos os mandados. A operação reforça a prioridade do governo estadual no combate à violência contra a mulher.
Atuação das Delegacias da Mulher
As Delegacias de Defesa da Mulher desempenham papel central na operação. Essas unidades especializadas atuam diretamente na identificação e prisão dos agressores. Todos os departamentos de Polícia Judiciária do Interior participam da força-tarefa. As seccionais do Departamento de Polícia Judiciária da Capital também integram a ação. A Secretaria de Políticas para a Mulher acompanha os trabalhos e oferece suporte institucional.
A secretária da pasta destacou que cada prisão representa a interrupção de um ciclo de violência. Segundo dados oficiais, até outubro a Polícia Civil havia prendido cerca de 11 mil agressores. Com as operações realizadas no fim do ano, esse número pode chegar a 13 mil prisões. A delegada responsável pelas DDMs ressaltou o caráter preventivo da iniciativa. Ela afirmou que retirar esses homens de circulação reduz o risco de crimes mais graves. A polícia reforçou a importância da denúncia para ampliar a eficácia das ações.
Violência de gênero
A operação ocorre em um contexto de aumento dos casos de feminicídio no estado, especialmente na capital paulista. O crime representa a forma mais extrema da violência de gênero. Ele geralmente surge após um histórico de agressões domésticas e psicológicas. A legislação brasileira classifica o feminicídio como crime hediondo. A pena pode variar de 12 a 30 anos de prisão. Autoridades alertam que o sentimento de posse e o inconformismo com o fim de relacionamentos aparecem com frequência nas investigações.
Um caso recente que gerou comoção foi o de Tainara Souza Santos. A vítima morreu após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê. O agressor foi preso no dia seguinte após investigação da Polícia Civil. O delegado responsável classificou o crime como tentativa de feminicídio com extrema crueldade. O episódio reforçou a urgência de ações repressivas e preventivas. Especialistas destacam que operações desse tipo salvam vidas ao interromper trajetórias violentas.







