Pedro Turra é preso preventivamente no DF após agressão deixar adolescente de 16 anos em coma; Justiça aponta risco e reincidência
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu preventivamente nesta sexta-feira (30), o piloto e empresário Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos. Ele é investigado por agredir um adolescente de 16 anos durante uma briga em Vicente Pires. A agressão ocorreu em 23 de janeiro e deixou a vítima em coma induzido, sem previsão de alta. O Ministério Público solicitou a prisão, e a Justiça autorizou a medida por tempo indeterminado. O caso ganhou repercussão pela violência extrema e pelo histórico de denúncias envolvendo o piloto.
Pedro Turra havia sido preso em flagrante no dia 24 de janeiro, um dia após a agressão. Na ocasião, ele pagou fiança de R$24,3 mil e passou a responder em liberdade. A decisão gerou reação imediata da família da vítima. Com o avanço das investigações, promotores entenderam que a liberdade do investigado representava risco à ordem pública. A Justiça acatou o pedido e determinou a prisão preventiva, sem prazo definido.
Polícia aponta risco à ordem pública e apreende objetos
A Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão na casa da mãe de Pedro Turra, em Vicente Pires. No mesmo endereço, os investigadores executaram mandado de busca e apreensão. Durante a ação, os policiais encontraram facas, um soco inglês e outros objetos. Segundo a polícia, os itens poderiam ser usados para intimidar vítimas. O delegado responsável pela investigação afirmou que o material reforça a necessidade da prisão preventiva.
A autoridade policial explicou que a medida busca proteger a sociedade e garantir o andamento do processo. Para os investigadores, o histórico recente do piloto indica comportamento violento recorrente. A polícia avaliou que medidas mais brandas não seriam suficientes diante do conjunto de provas. O inquérito segue em andamento, com novas diligências e oitivas previstas para os próximos dias.
Briga por chiclete evoluiu para agressão grave
A agressão aconteceu na noite de sexta-feira, 23 de janeiro, após uma discussão iniciada por uma brincadeira envolvendo um chiclete. Segundo a investigação, Pedro Turra jogou um chiclete mascado na direção de outra pessoa. A atitude provocou discussão imediata. Em poucos minutos, o conflito evoluiu para violência física.
Durante a briga, Pedro Turra desferiu vários golpes contra o adolescente. Em determinado momento, a vítima bateu a cabeça contra um carro estacionado. Horas depois, familiares levaram o jovem ao hospital. Os médicos realizaram cirurgia no crânio ainda naquela madrugada. Desde então, o adolescente permanece em coma induzido, no nível mais profundo da escala médica, sem previsão de alta.
Família denuncia impacto emocional
Familiares afirmam que a internação do adolescente interrompeu completamente a rotina da família. O tio da vítima declarou que os pais não conseguem dormir nem retornar para casa. Segundo ele, o impacto emocional é devastador. A família também criticou a soltura inicial do piloto após o pagamento da fiança. Para os parentes, a decisão representou injustiça diante da gravidade da agressão.
Além do episódio de Vicente Pires, a Polícia Civil investiga outras três ocorrências envolvendo Pedro Turra. Entre elas está uma briga registrada em junho de 2025, em uma praça de Águas Claras, e uma agressão em uma discussão de trânsito contra um homem de 49 anos. Há ainda a denúncia de uma jovem que afirma que o piloto a forçou a ingerir bebida alcoólica quando ela ainda era menor de idade. Parte dessas denúncias só chegou à polícia após a repercussão do caso atual.
No esporte, a organização da Fórmula Delta desligou Pedro Turra do quadro de pilotos da temporada 2026. A decisão considerou a gravidade das acusações e o impacto para a imagem da categoria. A defesa do piloto informou que não vai se pronunciar sobre os processos em andamento.






