Portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas em 2025 e alcançaram um recorde histórico no setor
O setor portuário brasileiro alcançou um marco histórico em 2025 ao movimentar 1,4 bilhão de toneladas de cargas, o maior volume já registrado no país. Os dados fazem parte do Desempenho Aquaviário 2025, apresentado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários, a Antaq. O resultado representa crescimento de 6,1% em relação a 2024 e confirma a consolidação de um ciclo de expansão sustentado. O desempenho reflete o aquecimento do comércio exterior, o avanço do agronegócio e a maior eficiência da infraestrutura logística nacional.
Autoridades do setor avaliam que o recorde não é pontual, mas consequência de políticas de longo prazo. O cenário também reforça a relevância estratégica dos portos para a economia brasileira. A movimentação elevada fortalece cadeias produtivas e amplia a competitividade do país. O avanço ocorreu apesar de desafios macroeconômicos globais. O resultado ainda cria expectativas positivas para 2026. Especialistas apontam continuidade da tendência de alta.
Crescimento contínuo e maturidade do setor
Os números divulgados pela Antaq mostram que o crescimento de 2025 se insere em uma trajetória consistente. Nos últimos 15 anos, a movimentação portuária no Brasil avançou 67%, saltando de 840 milhões para 1,4 bilhão de toneladas. Esse desempenho indica amadurecimento institucional e maior previsibilidade regulatória. Durante a apresentação dos dados, o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, destacou a importância da transparência para o mercado. Segundo ele, estatísticas confiáveis permitem que investidores planejem aportes com mais segurança.
O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, afirmou que o recorde valida uma política de Estado voltada à estabilidade jurídica. Ele ressaltou que o setor portuário acompanha a velocidade da produção nacional. O agronegócio, em especial, depende diretamente dessa estrutura. O desempenho de dezembro reforçou essa leitura positiva. No último mês do ano, a movimentação cresceu 14,2% na comparação anual. O volume atingiu 119 milhões de toneladas em apenas trinta dias. Esse ritmo sinaliza um início de 2026 aquecido. A avaliação geral é de que o setor vive um momento de confiança.
Destaques nas cargas e nos terminais
O crescimento de 2025 foi equilibrado entre diferentes tipos de instalações portuárias. Os Terminais de Uso Privado movimentaram 906,1 milhões de toneladas, alta de 7% no ano. Já os portos públicos alcançaram 497 milhões de toneladas, com crescimento de 4,5%. Entre eles, o Porto de Santarém, no Pará, destacou-se com avanço de 13,2%. As cargas conteinerizadas também apresentaram forte desempenho.
Esse segmento movimentou 164,6 milhões de toneladas, crescimento de 7,2%, refletindo maior circulação de produtos industrializados. O agronegócio manteve protagonismo absoluto na pauta. A soja registrou aumento de 14%, com 139,7 milhões de toneladas escoadas. A importação de adubos e fertilizantes cresceu 10%, somando 49,3 milhões de toneladas. Esse dado indica preparação para safras futuras. Outro avanço relevante ocorreu no transporte de gás de petróleo. O volume chegou a 5,8 milhões de toneladas, alta de 10,4%. Esses números mostram diversificação da movimentação.
Investimentos impulsionam modernização
Além do recorde operacional, 2025 foi marcado por forte expansão dos investimentos no setor portuário. O Ministério de Portos e Aeroportos realizou oito leilões que somam R$ 10,3 bilhões em aportes contratados. Os projetos abrangem regiões Sul, Sudeste e Nordeste. As iniciativas incluem ampliação de capacidade e modernização de terminais estratégicos. Obras estruturantes, como o Túnel Santos-Guarujá, integram o pacote. Melhorias no Canal de Acesso de Paranaguá também estão previstas.
O capital privado teve papel central nesse avanço. Ao longo do ano, foram assinados 39 atos entre novas autorizações e alterações contratuais. Esses projetos totalizam R$ 5,81 bilhões em investimentos. Outros R$ 2,07 bilhões foram viabilizados por meio de gestão contratual. Esses recursos foram direcionados à modernização e ganhos de eficiência. O conjunto de investimentos sustenta a perspectiva de crescimento contínuo. Autoridades avaliam que a infraestrutura seguirá acompanhando a demanda.







