Exportações brasileiras de carne de frango batem recorde em fevereiro, com aumento no volume embarcado e na receita das vendas externas
O Brasil registrou em fevereiro o maior volume já exportado de carne de frango para o mês, reforçando o protagonismo do país no comércio internacional de proteína animal. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e indicam avanço tanto na quantidade embarcada quanto na receita obtida com as vendas externas. Segundo a entidade, foram exportadas 493,2 mil toneladas do produto no período, considerando itens in natura e processados.
O volume representa crescimento de 5,3% em relação às 468,4 mil toneladas enviadas ao exterior em fevereiro de 2025. O resultado também reflete a manutenção da demanda internacional por carne de frango brasileira. O país segue consolidado como um dos principais fornecedores globais da proteína. A competitividade do setor está ligada à escala de produção, à sanidade do plantel e à diversificação de mercados compradores.
Receita também bate recorde
O desempenho positivo também se refletiu na receita obtida com as exportações de carne de frango em fevereiro. O faturamento alcançou US$ 945,4 milhões, valor 8,6% superior aos US$ 870,4 milhões registrados no mesmo mês do ano passado. O resultado representa o melhor desempenho já registrado para fevereiro em termos de receita. A combinação de maior volume embarcado e preços internacionais sustentados ajudou a impulsionar os números. No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o Brasil exportou 952,3 mil toneladas de carne de frango.
O volume é 4,5% maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 911,4 mil toneladas. Em valor, as exportações somaram US$ 1,819 bilhão nos dois primeiros meses do ano. O montante representa crescimento de 7,2% na comparação com os US$ 1,696 bilhão registrados no mesmo intervalo do ano anterior. Segundo a ABPA, trata-se do melhor resultado da série histórica para o primeiro bimestre. O desempenho reforça a relevância do setor avícola para a balança comercial do agronegócio brasileiro. A expectativa é de que a demanda internacional continue sustentando os embarques ao longo de 2026.
Principais compradores
Entre os principais destinos das exportações brasileiras, a China voltou a ocupar a primeira posição entre os compradores da proteína. Em fevereiro, o país asiático importou 49,4 mil toneladas de carne de frango produzida no Brasil. O volume ficou próximo do registrado no mesmo mês do ano anterior. Na sequência aparecem os Emirados Árabes Unidos, com 44 mil toneladas importadas.
O Japão ocupa a terceira posição, com compras de 38,2 mil toneladas no período. Já a Arábia Saudita aparece logo depois, com 33,8 mil toneladas adquiridas. Outros mercados importantes incluem África do Sul, União Europeia, Filipinas, Coreia do Sul, México e Singapura. A diversificação de destinos tem sido um dos fatores que sustentam o crescimento das exportações brasileiras. Com vários mercados ativos, o setor consegue reduzir riscos associados a oscilações de demanda em regiões específicas.
Estados exportadores
No recorte por estados, o Paraná permaneceu como o principal exportador brasileiro de carne de frango. Em fevereiro, o estado embarcou 211 mil toneladas do produto, volume 13,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Na segunda posição aparece Santa Catarina, com 104,6 mil toneladas exportadas. O Rio Grande do Sul ocupa o terceiro lugar, com 61,1 mil toneladas enviadas ao exterior. Logo depois aparece São Paulo, com 28,8 mil toneladas embarcadas. O Goiás também apresentou crescimento expressivo, com 24,5 mil toneladas exportadas e alta de 19,36%. Outro avanço para o setor foi a abertura de um novo destino comercial.







