Pesquisa Realtime BigData aponta ACM Neto na liderança ao governo da Bahia e vantagem de Lula entre eleitores do estado
Uma nova pesquisa do instituto Realtime BigData sobre o cenário eleitoral na Bahia mostra o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) liderando a disputa pelo governo estadual com 44% das intenções de voto. O atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) aparece em segundo lugar, com 39%. José Carlos Aleluia (Novo) e Ronaldo Mansur (PSOL) registram 2% cada. Brancos e nulos somam 8% e 5% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder. O levantamento ouviu 2.000 eleitores no estado entre os dias 9 e 10 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa também foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-07946/2026. A diferença entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues aparece dentro de um cenário considerado competitivo. Apesar da liderança do ex-prefeito de Salvador, a distância entre os dois principais nomes permanece relativamente curta quando considerada a margem de erro do levantamento.
Cenário político na Bahia permanece polarizado
A pesquisa reforça um cenário de polarização política no estado, onde o União Brasil e o PT concentram a maior parte das intenções de voto. Mesmo com a vantagem inicial de ACM Neto, analistas apontam que o comportamento do eleitorado pode sofrer influência do cenário nacional. De acordo com Wilson Pedroso, sócio estrategista da Realtime BigData, o ambiente político nacional tende a influenciar a disputa estadual. Segundo ele, a força política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia pode ter impacto direto na corrida pelo governo. “ACM Neto mantém vantagem no primeiro turno, porém a força da imagem do presidente Lula na Bahia, em um ambiente eleitoral polarizado, pode novamente favorecer o candidato do PT ao governo do estado, mesmo com ambos apresentando níveis idênticos de rejeição”, afirmou Pedroso.
Outro dado do levantamento indica que a atual gestão estadual apresenta um quadro dividido de avaliação entre os eleitores. De acordo com a pesquisa, 47% aprovam o governo de Jerônimo Rodrigues, enquanto 50% demonstram rejeição à administração estadual. O resultado sugere um cenário de disputa aberta, no qual tanto a aprovação do governo quanto a força de lideranças políticas locais podem influenciar o resultado da eleição. A Bahia é considerada um dos principais redutos eleitorais do PT no país, tendo sido governada pelo partido por quase duas décadas. Apesar desse histórico, a liderança de ACM Neto no levantamento indica que parte do eleitorado pode buscar alternância de poder no estado. A disputa deve ganhar intensidade conforme o calendário eleitoral se aproxima e as campanhas começam a se consolidar.
Lula lidera disputa presidencial na Bahia
Na corrida pela Presidência da República, o cenário apresentado pela pesquisa mostra vantagem expressiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os eleitores baianos. No cenário estimulado, Lula aparece com 55% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) surge em segundo lugar, com 22%. Ratinho Jr. (PSD) aparece com 5% das intenções de voto, enquanto Romeu Zema (Novo) registra 3%. Outros nomes também aparecem no levantamento, mas com desempenho mais limitado. Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão) registram 1% cada entre os entrevistados. No recorte da pesquisa, votos brancos e nulos somam 6% na disputa presidencial. Outros 7% dos entrevistados disseram não saber em quem votar ou preferiram não responder. O instituto também simulou cenários alternativos envolvendo possíveis candidatos ligados ao PSD.
Nessas projeções, aparecem nomes como os governadores Eduardo Leite e Ronaldo Caiado. Mesmo com essas variações, o desempenho de Lula permanece praticamente estável. Nos cenários testados, o presidente aparece com cerca de 56% das intenções de voto entre os eleitores da Bahia. Flávio Bolsonaro, por sua vez, registra cerca de 23% nessas simulações. Os números indicam que a vantagem do atual presidente se mantém mesmo diante de mudanças no quadro de candidatos. O levantamento também mediu os índices de rejeição dos possíveis concorrentes ao Planalto. Nesse indicador, Flávio Bolsonaro aparece com o maior percentual. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados disseram que não votariam no senador. Em seguida aparecem Eduardo Leite, com 31%, e o presidente Lula, com 26%. Ratinho Jr. registra 25% de rejeição, enquanto Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com 22% cada nesse indicador.
Ex-governadores petistas lideram disputa pelo Senado
A pesquisa também analisou o cenário eleitoral para o Senado Federal na Bahia. Nesse caso, o levantamento considerou o consolidado entre primeiro e segundo voto dos eleitores. O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), aparece na liderança com 27% das intenções de voto. Em seguida surge o senador Jaques Wagner (PT), com 21%. Na sequência aparece Angelo Coronel, que registra 18% das intenções de voto no levantamento. O ex-ministro João Roma (PL) surge logo depois, com 14%. Brancos e nulos somam 11% nesse cenário. Outros 9% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder à pergunta. Rui Costa e Jaques Wagner possuem forte presença política no estado. Ambos já governaram a Bahia por dois mandatos consecutivos antes de assumirem cargos no governo federal ou no Senado. Jaques Wagner também ocupou o cargo de ministro da Casa Civil durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
A trajetória política dos dois ajuda a explicar o desempenho mais elevado no levantamento. O instituto também testou um cenário alternativo sem a presença de João Roma na disputa. Nesse caso, outro nome passa a aparecer entre os possíveis candidatos. Sem Roma, o ex-ministro do Tribunal de Contas da União Aroldo Cedraz surge como opção na pesquisa. Nesse cenário, Rui Costa mantém a liderança com 26% das intenções de voto. Jaques Wagner aparece com 20%, enquanto Angelo Coronel registra 19%. A diferença entre os dois fica dentro da margem de erro, configurando empate técnico. O cenário indica que a disputa pelo Senado na Bahia também pode ser competitiva. A presença de nomes conhecidos da política estadual tende a influenciar diretamente o comportamento do eleitorado nas próximas etapas da corrida eleitoral.






