Ampliação das mamografias em SP cresce 24% e reforça papel de hospitais filantrópicos na prevenção do câncer de mama
Números mostram crescimento na realização de exames. A Fehosp destaca impacto da Tabela SUS Paulista no fortalecimento da atuação.
No Mês da Mulher, diversos temas ganham destaque, entre eles o acesso ao atendimento de saúde. Especialmente a prevenção do câncer de mama, que se fortalece com a ampliação do acesso à mamografia, exame essencial para a detecção precoce de alterações nas mamas e para a organização do cuidado na rede pública.
Números do governo do Estado de São Paulo mostram que entre 2023 e 2025 foram realizadas 4.041.933 mamografias. Número 24% superior ao registrado no triênio anterior, quando foram feitos 3.261.952 exames.
Nesse cenário, as Santas Casas e hospitais filantrópicos desempenham papel importante na assistência à população. De acordo com levantamento da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), realizado por meio da plataforma Numb3rs, essas instituições realizaram 1.224.943 mamografias. Respondendo por aproximadamente 30% de todos os exames feitos em território paulista. Foram 397.356 mamografias em 2023, 414.102 em 2024 e 413.485 em 2025.
O crescimento na oferta de exames está associado a iniciativas estruturantes adotadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). Entre elas a atualização dos valores pagos às Santas Casas e hospitais filantrópicos por procedimentos oncológicos por meio da Tabela SUS Paulista. A medida, que completou dois anos em fevereiro, com repasses que somam cerca de R$ 9 bilhões, busca corrigir defasagens históricas da tabela nacional do SUS. E ampliar a capacidade de atendimento das unidades filantrópicas, que atualmente respondem por cerca de 50% da assistência prestada na rede pública paulista.
Reajuste amplia acesso ao tratamento
Entre os procedimentos relacionados ao diagnóstico e tratamento do câncer de mama contemplados pela atualização estão a biópsia de nódulo de mama. Cujo valor passou de R$ 70 para R$ 157,50, um aumento de 125%. A mamografia, que passou de R$ 22,50 para R$ 45 (alta de 100%). A prótese mamária, reajustada de R$ 159,60 para R$ 319,20 (100%). A radioterapia de mama, que passou de R$ 5.904 para R$ 8.265,60 (40%). E a quimioterapia para carcinoma, que subiu de R$ 2.378,90 para R$ 3.330,46 (40%).
Para o diretor-presidente da Fehosp, Edson Rogatti, o fortalecimento do financiamento é fundamental para ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer de mama. “A atualização dos valores por meio da Tabela SUS Paulista representa um avanço importante para as Santas Casas e hospitais filantrópicos, que historicamente convivem com a defasagem da tabela nacional do SUS. Esse apoio permite ampliar a capacidade de atendimento. E garantir que mais mulheres tenham acesso à mamografia e ao tratamento adequado”, afirma.
Rogatti também ressalta a relevância do setor filantrópico na estrutura do sistema público de saúde no estado. “As Santas Casas e hospitais filantrópicos são pilares da assistência no SUS. Grande parte da população depende desses serviços, que respondem por cerca de metade dos atendimentos da rede pública”, pontua. “Fortalecer esse setor é fundamental para ampliar o acesso. Reduzir filas e garantir cuidado de qualidade para a população”, conclui.






