Anatel e Receita apreendem mais de 4 mil produtos irregulares em centros de grandes marketplaces durante a Black Friday 2025
Apreensões em marketplaces
A operação realizada por Anatel e Receita Federal durante a Black Friday apreendeu mais de quatro mil produtos irregulares em centros de distribuição de grandes marketplaces. A ação ocorreu entre 30 de novembro e 1º de dezembro. As equipes vistoriaram unidades em Araucária, Brasília e Franco da Rocha. Os agentes analisaram equipamentos de uso cotidiano que exigem certificação técnica. A fiscalização encontrou carregadores, câmeras sem fio e equipamentos de rede sem homologação.
Também foram retidos transceptores utilizados em comunicação profissional. Power banks e TV Box aparecem na lista de itens irregulares. Smartwatches sem certificação também foram identificados. No total, 2.569 produtos estavam no centro do Mercado Livre. A Shopee teve 1.325 itens irregulares retidos. A Amazon registrou 332 produtos apreendidos. A operação reforçou a necessidade de controle sobre itens que podem afetar a segurança do consumidor.
Respostas das empresas
O Mercado Livre afirmou que mantém colaboração contínua com a Anatel. A empresa declarou ter compartilhado dados dos vendedores envolvidos. Também informou que aprimora seus mecanismos de detecção de irregularidades. A plataforma reforçou programas de combate à pirataria já reconhecidos por autoridades.
A Shopee disse que exige códigos de homologação em diversas categorias. Segundo a plataforma, eventuais infrações são investigadas com rigor. A empresa ressaltou o compromisso com práticas de venda seguras.
A Amazon afirmou que não comercializa itens irregulares. A companhia destacou que exige documentação obrigatória dos vendedores parceiros. A plataforma disse atuar ativamente com a Anatel. Todas as empresas afirmaram que seguem políticas rigorosas de segurança. As declarações mostram preocupação crescente das plataformas com a fiscalização pública.
Redução de irregularidades
A Anatel informou que o número de itens irregulares caiu em relação à operação realizada na Black Friday de 2024. No ano anterior, a Anatel apreendeu mais de 22 mil produtos. A redução aponta maior eficiência em ações preventivas. A agência inspecionou também mais de 20 mil itens homologados. A fiscalização busca garantir padrões mínimos de segurança ao consumidor.
A Anatel afirmou que o objetivo é coibir riscos elétricos e digitais. A operação Produto Legal atua para evitar contrabando tecnológico. O órgão reforçou que marketplaces precisam manter mecanismos rígidos de controle. A queda nas apreensões indica melhora no fluxo de produtos certificados. As operações seguem como estratégia central de regulação. A agência pretende ampliar ações em períodos de alta demanda.






