Maior usina nuclear do mundo volta a ser paralisada no Japão após alarme em sistema de controle durante processo de reativação
A Tokyo Electric Power Company (Tepco) voltou a paralisar o reator número seis da usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, no Japão, após a emissão de um alarme no sistema de monitoramento das barras de controle durante o processo de reativação da unidade. Especialistas consideram o complexo o maior do mundo em capacidade instalada.
Segundo a empresa, o sistema acionou o alarme enquanto a equipe retirava as barras de controle, etapa fundamental para a operação do reator. Diante do alerta, a Tepco interrompeu imediatamente o procedimento e suspendeu as atividades por precaução.
A companhia informou que tentou substituir componentes elétricos do painel responsável pelo funcionamento das barras de controle, essenciais para regular a potência do reator e garantir a segurança da instalação. No entanto, o problema persistiu, o que levou à abertura de uma investigação técnica para identificar a origem da falha. Apesar da paralisação, a Tepco garantiu que a usina permanece em condições estáveis e que não houve qualquer impacto radioativo no ambiente externo.
Reativação cercada de cautela
O episódio ocorreu apenas um dia após a Tepco ter reiniciado a central nuclear, que estava fechada desde 2011. O desligamento aconteceu após o acidente nuclear de Fukushima, provocado por um forte terremoto seguido de tsunami no leste do Japão, também sob responsabilidade da empresa.
Localizada na província de Niigata, a usina de Kashiwazaki-Kariwa teve a reativação do reator número seis aprovada pela assembleia local em dezembro do ano passado. Isso ocorreu após o regulador nuclear japonês autorizar a retomada de dois dos sete reatores do complexo.
Os reatores 6 e 7 haviam passado por revisões de segurança em 2017, mas permaneceram inoperantes por anos devido a falhas relacionadas à proteção contra possíveis ataques terroristas. Apenas em dezembro de 2023, as autoridades consideraram adequadas as medidas corretivas.
Com capacidade superior a 8 mil megawatts, a usina é estratégica para o fornecimento de energia da Tepco. Ela também integra o plano do governo japonês de ampliar o uso da energia nuclear como forma de reduzir emissões de gases de efeito estufa. Esta marca a primeira tentativa de reativação de uma central operada pela empresa desde o desastre de Fukushima, há 15 anos.






