Novo decreto permite uso de dados de luz e telefone para fiscalização do BPC: entenda o que muda

Novo decreto permite uso de dados de luz e telefone para fiscalização do BPC: entenda o que muda

Decreto permite uso de dados de luz e telefone para fiscalizar o BPC, visando evitar fraudes e melhorar a atualização cadastral


O governo federal publicou em abril de 2025 o Decreto nº 12.428. A norma estabelece regras para o compartilhamento de dados de endereço entre órgãos públicos federais e prestadoras de serviços essenciais, como companhias de luz, água, telefone e internet. O governo busca aprimorar a fiscalização do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A medida busca garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa e evitar fraudes e pagamentos indevidos.

O que diz o decreto

– Compartilhamento de dados: A lei agora obriga órgãos públicos federais e empresas prestadoras de serviços públicos a compartilhar suas bases de dados. O destinatário dessas informações é o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Os órgãos responsáveis usarão as informações de endereço para validar requisitos, atualizar cadastros e aprimorar a comunicação com beneficiários e potenciais beneficiários do BPC.

– Centralização e segurança: O MGI será o controlador dos dados, enquanto a Dataprev ficará responsável pela operação e processamento dessas informações.

– Fiscalização: Agências reguladoras irão fiscalizar o cumprimento da obrigação de fornecimento dos dados pelas prestadoras de serviços. O governo poderá penalizar as empresas que descumprirem a norma.

– Procedimentos técnicos: A Secretaria de Governo Digital do MGI definirá, por meio de portaria, os procedimentos e prazos para o compartilhamento e atualização dos dados.

Finalidades do compartilhamento

– Validação de critérios de elegibilidade: Confirmar se o beneficiário realmente atende aos requisitos do BPC, como composição familiar e residência.

– Atualização cadastral: Manter os dados dos beneficiários sempre atualizados para evitar fraudes.

– Prevenção de fraudes: Facilitar a identificação de inconsistências e pagamentos indevidos.

– Comunicação efetiva: Melhorar o contato com beneficiários e potenciais beneficiários dos programas sociais.

Preocupações e críticas

– Privacidade e proteção de dados: Entidades como Idec, InternetLab e Data Privacy Brasil manifestaram preocupação com o risco de uso excessivo de dados e possíveis cancelamentos indevidos de benefícios por falhas no sistema. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu processo para avaliar a compatibilidade do decreto com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

– Transparência: O governo afirmou que irá alterar o decreto para deixar claro que apenas o endereço será compartilhado, preservando o CPF do cidadão, conforme determina a LGPD. Também será aberta uma consulta pública sobre a regulamentação da medida.

– Histórico de decisões judiciais: O STF já invalidou medidas semelhantes no passado, por falta de instrumentos de proteção à privacidade, como relatórios de impacto à proteção de dados.

Modernização e eficiência

A iniciativa faz parte da Infraestrutura Nacional de Dados (IND), lançada em 2024, que busca promover o uso estratégico de dados públicos para melhorar a oferta de serviços e a gestão de benefícios sociais. O governo defende que a medida equilibra a garantia de direitos com a responsabilidade fiscal e representa um avanço na modernização e transparência da administração pública.

Veja também

Artigos Relacionados:

Pesquisadores encontram plantas extintas há 30 anos em área mantida pela Vale em MG

Pesquisadores encontram plantas extintas há 30 anos em área mantida pela Vale em MG

Pesquisadores redescobrem plantas consideradas extintas há mais de 30 anos em áreas protegidas do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais Um grupo de pesquisadores encontrou recentemente, na região do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, algumas espécies de plantas raras que eram consideradas extintas da natureza há mais de 30 anos. As descobertas ocorreram em áreas protegidas e mantidas pela Vale. Elas fazem parte do Projeto de

Anvisa proíbe venda de chás e medicamentos que prometem emagrecer

Anvisa proíbe venda de chás e medicamentos que prometem emagrecer

Anvisa proíbe produtos vendidos irregularmente como alternativas às canetas emagrecedoras e também determina a retirada do Chá Sarapião A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a fabricação, venda e propaganda de produtos comercializados irregularmente como medicamentos para emagrecimento. O Diário Oficial da União publicou a decisão nesta sexta-feira (14). A resolução atinge marcas dos chamados “chás emagrecedores” e de produtos em cápsula que prometem

Pesquisadores encontram plantas extintas há 30 anos em área mantida pela Vale em MG

Pesquisadores encontram plantas extintas há 30 anos em área mantida pela Vale em MG

Pesquisadores redescobrem plantas consideradas extintas há mais de 30 anos em áreas protegidas do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais Um grupo de pesquisadores encontrou recentemente, na região do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, algumas espécies de plantas raras que eram consideradas extintas da natureza há mais de 30 anos. As descobertas ocorreram em áreas protegidas e mantidas pela Vale. Elas fazem parte do Projeto de

Anvisa proíbe venda de chás e medicamentos que prometem emagrecer

Anvisa proíbe venda de chás e medicamentos que prometem emagrecer

Anvisa proíbe produtos vendidos irregularmente como alternativas às canetas emagrecedoras e também determina a retirada do Chá Sarapião A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a fabricação, venda e propaganda de produtos comercializados irregularmente como medicamentos para emagrecimento. O Diário Oficial da União publicou a decisão nesta sexta-feira (14). A resolução atinge marcas dos chamados “chás emagrecedores” e de produtos em cápsula que prometem

Quer ver mais conteúdos?

Assine Nossa Newsletter

E Fique Por Dentro De Tudo Que Acontece Em Uberlândia.

Olá, visitante