PRTB afirma que vai colaborar com as autoridades após denúncia do MP contra ex-presidente e reforça legalidade e transparência
O PRTB divulgou uma nota oficial sobre a denúncia criminal apresentada pelo Ministério Público contra o ex-presidente do partido, Leonardo Alves de Araújo, conhecido como Leonardo Avalanche. A manifestação é assinada por Amauri Pinho, atual presidente nacional da sigla. O partido informou que tem conhecimento dos inquéritos em andamento e do conteúdo da denúncia. A legenda declarou que está à disposição das autoridades para colaborar com a apuração dos fatos.
O comunicado reforça compromisso institucional com legalidade e transparência. A nota também destaca que Leonardo Alves de Araújo não faz mais parte dos quadros do PRTB. O PRTB diz que as acusações contra o ex-dirigente são graves e que as instâncias competentes devem tratá-las. A direção nacional buscou adotar tom formal e objetivo, sem entrar em detalhes sobre o caso.
NOTA OFICIAL PRTB
“O presidente nacional do PRTB, Amauri Pinho, informa que tem conhecimento dos inquéritos policiais em andamento e da denúncia envolvendo o ex-dirigente Leonardo Alves de Araújo. O partido permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com a apuração rigorosa dos fatos, reafirmando seu compromisso com a legalidade e a transparência.
Amauri Pinho ressalta que Leonardo Alves de Araújo não integra mais os quadros do PRTB e que os fatos atribuídos a ele são graves e devem ser tratados no âmbito das instâncias competentes, sem qualquer tipo de complacência por parte da atual direção nacional.”
Amauri Pinho, Presidente Nacional do PRTB
Denúncia cita fraude e violência política
A denúncia do Ministério Público, apresentada na última quinta-feira (29), aponta suspeitas de crimes cometidos entre fevereiro e abril de 2024. A apuração indica que os investigados teriam buscado assumir o controle do PRTB com uma suposta fraude na eleição interna realizada em 23 de fevereiro de 2024. O caso envolve ainda outros seis investigados citados pelo promotor de Justiça Eleitoral Renato Kim Barbosa. De acordo com as informações divulgadas, o grupo teria recrutado pessoas para se passarem por fundadores do partido, com uso de documentos falsificados e assinaturas treinadas.
Segundo a investigação, o grupo teria apresentado o material para validar votos em urnas eletrônicas e burlar a fiscalização eleitoral. A investigação também descreve relatos de violência política de gênero e episódios de ameaça contra uma dirigente partidária, então vice-presidente nacional. O conteúdo aponta constrangimento, assédio e tentativas de expulsão interna, em meio a disputas por poder dentro da legenda. O ex-dirigente nega as acusações e contesta a narrativa de irregularidades, afirmando que prestou esclarecimentos às autoridades.






