Virada do ano em Copacabana reúne 2,6 milhões de pessoas, supera público de 2025 e tem maior queima de fogos e show de drones da história do Rio
A festa de Réveillon em Copacabana voltou a bater recordes e reuniu 2,6 milhões de pessoas na virada para 2026, segundo dados da prefeitura do Rio de Janeiro. O público superou o registrado na passagem para 2025, quando cerca de 2,5 milhões acompanharam a celebração na orla. Reconhecido pelo Guinness World Records como o maior réveillon do mundo, o evento confirmou mais uma vez a força do Rio como destino turístico global. Moradores e visitantes ocuparam toda a extensão da praia desde o início da noite. A movimentação intensa seguiu até a madrugada do dia 1º. O clima foi de festa e celebração coletiva. A prefeitura avaliou o evento como tranquilo. Não houve registro de grandes ocorrências. O planejamento especial permitiu fluidez no acesso ao bairro. A ocupação hoteleira atingiu níveis elevados.
Fogos, drones e espetáculo visual inédito
O ponto alto da noite foi a queima de fogos considerada a maior já realizada na cidade. Ao todo, 19 balsas foram distribuídas ao longo da orla de Copacabana. O número quase dobrou em relação ao ano anterior. O espetáculo iluminou o céu por cerca de 12 minutos. Logo após a virada, o público também acompanhou um show inédito de drones. A apresentação utilizou 1,2 mil equipamentos sincronizados. Segundo a prefeitura, foi a maior exibição desse tipo já feita na América Latina. As imagens projetadas no céu homenagearam símbolos do Rio, como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar. Um dos momentos mais comentados foi a formação de um rosto humano que “interagia” com o público. A trilha sonora ficou por conta do DJ Alok. A combinação de tecnologia e música surpreendeu quem estava na praia. O espetáculo reforçou o caráter inovador da festa.
Shows reúnem grandes nomes da música brasileira
A programação musical em Copacabana contou com três palcos principais. O Palco Rio, montado em frente ao Copacabana Palace, concentrou grandes atrações. Gilberto Gil recebeu Ney Matogrosso em uma participação especial. Belo dividiu o palco com Alcione em um encontro celebrado pelo público. João Gomes também se apresentou e convidou a cantora Iza. Emocionado, o artista agradeceu a recepção calorosa dos cariocas. No Palco Samba, nomes como Roberta Sá, Mart’nália e Diogo Nogueira animaram a noite. O Bloco da Preta levou o clima do carnaval para a virada. As escolas de samba Beija-Flor de Nilópolis e Grande Rio encerraram as apresentações. O público permaneceu no local até o amanhecer. A diversidade musical marcou o evento. A programação agradou diferentes gerações.
Além de Copacabana, a virada aconteceu em outros pontos da cidade. Ao todo, 13 palcos foram montados em diferentes regiões do Rio. A prefeitura estima que 5,1 milhões de pessoas participaram das comemorações somando todos os locais. Houve shows na Praia do Flamengo e no Parque Madureira. A zona norte recebeu público no Piscinão de Ramos, Praia da Bica e Penha. Na zona oeste, as festas ocorreram em Realengo, Sepetiba e Pedra de Guaratiba. Paquetá também teve programação especial. Para garantir a segurança, cerca de 7,5 mil agentes atuaram durante a noite. Onze órgãos municipais participaram da operação. O monitoramento contou com 700 câmeras, sendo 307 apenas em Copacabana. A prefeitura avaliou o esquema como eficiente. A virada consolidou mais uma vez o Rio como referência mundial no Réveillon.






