Minas Gerais registra 72 mortes após chuvas intensas na Zona da Mata; uma pessoa segue desaparecida em Ubá e forças mantêm operações
O número de mortos pelas chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais subiu para 72 até a manhã deste domingo (1º). A Polícia Civil de Minas Gerais divulgou a atualização em coletiva de imprensa. Segundo a corporação, as equipes encaminharam todos os corpos ao Instituto Médico Legal para identificação. Do total, sete vítimas eram moradoras de Ubá e 65 de Juiz de Fora. As mortes ocorreram após deslizamentos de terra e enchentes registrados desde a noite de segunda-feira (23). A força das chuvas provocou soterramentos em áreas residenciais e destruiu imóveis em bairros inteiros. Em Juiz de Fora, as equipes encerraram as buscas após localizarem o corpo do menino Pietro, de 9 anos, na noite deste sábado (28). Em Ubá, uma pessoa permanece desaparecida e as equipes intensificaram os trabalhos na região. As autoridades afirmam que o cenário ainda inspira cautela devido ao risco de novos deslizamentos.
Terrenos instáveis
Desde o início da tragédia, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais localizou 61 corpos em Juiz de Fora e sete em Ubá. As operações ocorreram em encostas íngremes e áreas com solo encharcado. Os militares relataram dificuldades causadas pela instabilidade do terreno e pelo acúmulo de lama. Máquinas pesadas foram utilizadas para remover escombros em pontos críticos. As Defesas Civis municipal, estadual e federal atuam de forma integrada na vistoria de imóveis em risco. O foco agora está na avaliação estrutural das casas remanescentes. Técnicos orientam moradores a não retornarem a residências interditadas. A prioridade é evitar novas vítimas em áreas ainda vulneráveis. As autoridades reforçam que o solo permanece saturado e pode ceder novamente em caso de chuvas adicionais.
Ações de apoio e alerta contra golpes
A Polícia Militar informou que ampliará o policiamento nos bairros atingidos. O objetivo é proteger imóveis desocupados e garantir segurança nos abrigos temporários. Muitas famílias perderam bens e dependem de doações para reconstruir a rotina. A Polícia Civil atua na liberação dos corpos identificados para que as famílias realizem os velórios. Também foram organizados mutirões para emissão de documentos perdidos na enchente. Paralelamente, a corporação investiga tentativas de golpes relacionados a doações. As autoridades alertam para o risco de transferências via Pix para contas desconhecidas. A recomendação é utilizar apenas canais oficiais divulgados pelas prefeituras. O governo estadual monitora a situação e avalia medidas adicionais de assistência social.







