Mocidade Alegre vence o Carnaval de SP com 269,8 pontos, garante o 13º título e consolida força no Grupo Especial
A Mocidade Alegre é a grande campeã do Carnaval de São Paulo 2026 e conquistou seu 13º título no Grupo Especial após apuração realizada nesta terça-feira (17), no Sambódromo do Anhembi. A escola somou 269,8 pontos e garantiu a vitória no último quesito divulgado, encerrando uma disputa marcada por diferença mínima entre as primeiras colocadas. O resultado consolida a agremiação como a segunda maior vencedora da história do carnaval paulistano, atrás apenas da Vai-Vai. A comemoração tomou conta do bairro do Limão logo após a confirmação do título. Integrantes, diretores e torcedores acompanharam a leitura das notas com expectativa crescente a cada quesito anunciado.
A vitória veio após um ano em que a escola havia terminado na quarta colocação, o que aumentou a pressão interna por um desfile competitivo. O desempenho consistente ao longo da apuração foi decisivo para manter a liderança. A presidente Solange Bichara celebrou o resultado e agradeceu repetidamente à comunidade da escola. A diferença para a vice-campeã foi de apenas um décimo. A Gaviões da Fiel terminou com 269,7 pontos e manteve a disputa aberta até os momentos finais. A Dragões da Real ficou em terceiro, com 269,6 pontos. Acadêmicos do Tatuapé e Barroca Zona Sul completaram o grupo das cinco primeiras colocadas. Todas voltam à avenida no Desfile das Campeãs no próximo sábado.
Enredo exaltou Léa Garcia
A escola apresentou o enredo Malunga Léa Rapsódia de uma Deusa Negra, que homenageou a atriz Léa Garcia e sua trajetória artística e política. A proposta destacou o pioneirismo da artista e sua relevância histórica na luta por representatividade negra no Brasil. A narrativa foi construída com forte carga simbólica e elementos visuais que reforçaram ancestralidade e resistência cultural. A escola foi a terceira a desfilar na segunda noite do Grupo Especial. A comissão de frente trouxe referências à trajetória da homenageada e arrancou aplausos do público.
A bateria manteve regularidade e sustentação rítmica ao longo do desfile. As alegorias apresentaram acabamento detalhado e coerência com o enredo proposto. O samba-enredo foi bem executado e garantiu integração entre alas e componentes. A evolução ocorreu sem buracos ou correria excessiva. A harmonia também foi apontada como um dos pontos fortes da apresentação. A escola acumulou diversas notas máximas durante a apuração. O critério Fantasia acabou sendo determinante no desempate final.
Apuração foi tensa
A leitura das notas ocorreu com presença restrita a diretores, convidados e imprensa especializada. Cada quesito foi anunciado individualmente e a menor nota de cada jurado foi descartada. As diferenças mínimas reforçaram o equilíbrio técnico entre as escolas. Mocidade Alegre e Gaviões foram as que mais receberam notas 10. A menor nota geral foi um 9,4 atribuída à Colorado do Brás no quesito bateria. As notas descartadas funcionam como primeiro critério de desempate.
Neste ano, o quesito Fantasia definiu a campeã. Evolução foi o primeiro quesito anunciado na apuração. Duas escolas terminaram nas últimas posições e disputarão o Grupo de Acesso em 2026. O regulamento prevê que cada escola inicia o desfile com nota máxima. A partir daí, os jurados justificam cada décimo retirado com base em manual técnico. Eles também verificam se a escola apresentou na avenida o que havia previsto no projeto entregue previamente. O resultado reafirma a força da Mocidade Alegre no cenário do carnaval paulistano contemporâneo.






