Adolescente mata sete pessoas, incluindo avós e funcionários de escola, na Tailândia antes de cometer suicídio
Um adolescente tailandês matou pelo menos cinco pessoas e cometeu suicídio em uma escola nos arredores de Bancoc nesta sexta-feira (7), após matar a tiros seus avós, informou a polícia local. Este foi o pior massacre ocorrido na nação do Sudeste Asiático desde 2022.
A escola fica na região de Nonthaburi, vizinha à capital. A polícia informou que ao menos 30 pessoas ficaram feridas no incidente, das quais nove ficaram em estado grave.
Antes, as autoridades haviam anunciado oito mortes no total —que teriam sido de três alunos e três professores, além dos familiares do atirador—, mas revisaram o número para sete: os dois avós, três professores e dois outros funcionários da escola (um diretor e uma secretária).
O autor do tiroteio foi identificado como um aluno de 14 anos que estudava na instituição. Ele matou os próprios avós antes de seguir para a escola, onde teria disparado pelo menos 26 vezes com uma arma que pertencia ao seu avô. Outras 34 munições foram encontradas no local, segundo a polícia.
“É um incidente terrível. Nunca deveria ter acontecido. Como isso pôde acontecer em nosso país?”, declarou o primeiro-ministro Anutin Charnvirakul a jornalistas na sede do governo, em Bancoc. “Sinto tristeza por aqueles que morreram e por ver algo assim acontecer em nosso país.”
Após a tragédia, os pais correram até o local para buscar os filhos, enquanto alunos e funcionários consolavam uns aos outros do lado de fora.
País enfrenta ataques frequentes
“Ouvi muitos tiros, muito alto, porque parecia que o atirador estava no andar logo acima. Eu conseguia até ouvir os cartuchos atingindo o chão e o barulho do metal”, disse a estudante Pawarisa Maylissa. “Não conheço o suspeito, mas sei que ele é um pouco mais novo do que eu. Não consigo acreditar que um garoto como ele tenha tido acesso a uma arma.”
A Tailândia tem uma das maiores taxas de posse de armas de fogo da região, com uma estimativa de cerca de 10 milhões de armas em circulação, ou seja, uma para cada sete habitantes. Promessas anteriores de endurecer as leis sobre armas não impediram que ataques continuassem ocorrendo com frequência.
Este é o segundo ataque a tiros em escolas na Tailândia este ano; em fevereiro, um professor morreu e dois alunos ficaram feridos em um incidente no sul do país. Naquele caso, a polícia tailandesa baleou e deteve o adolescente, que usou a arma de um policial no ataque.
Anos antes, em 2022, um ex-policial armado com uma pistola e uma faca invadiu uma creche no norte do país e matou 24 crianças e 12 adultos, em um dos massacres mais terríveis da Tailândia.
No caso desta sexta, o socorrista Kiatikhun Verapongpradith, 47, disse ter chegado ao local enquanto o ataque ainda ocorria. Segundo ele, sua equipe atendeu alunos com ferimentos nas costas, no peito e nos braços. Eles encontraram um professor morto em um andar superior da escola e, em outra sala, uma professora com ferimentos no peito e no braço.
Ele relatou ter sido chamado para atender o adolescente atirador após ouvir um último disparo, que teria sido o de suicídio. No ano letivo de 2025, a escola contava com cerca de 3.100 alunos e 147 professores, segundo autoridades do distrito.







