Segundo Wilson Pedroso, cenário no Pará tem disputa aberta ao governo e liderança consolidada de Lula na corrida presidencial
A nova pesquisa eleitoral da Realtime BigData para o estado do Pará aponta um cenário competitivo na disputa pelo governo estadual, com empate técnico entre Hana Ghassan (MDB) e Dr. Daniel (PSB). No cenário estimulado principal, ambos aparecem com 26% das intenções de voto, seguidos por Mário Couto (PL), com 15%, e Paulo Rocha (PT), com 14%. Araceli Lemos (PSOL) registra 3% e Cléber Rabelo (PSTU), 1%, enquanto 8% declararam voto branco ou nulo e 7% não souberam responder.
Em um segundo cenário, mais enxuto, Dr. Daniel assume a liderança com 29%, seguido de perto por Hana Ghassan, com 28%, e Mário Couto, com 19%. Nulos e brancos somam 11%, enquanto 13% permanecem indecisos. Em uma simulação de segundo turno entre Dr. Daniel e Hana Ghassan, o candidato do PSB aparece com 35%, contra 32% da emedebista, indicando uma disputa ainda aberta e com alto índice de indefinição.
Na corrida para o Senado Federal, o levantamento mostra liderança consolidada do governador Helder Barbalho (MDB), com 40% na soma dos votos consolidados. Na sequência aparece Delegado Éder Mauro (PL), com 16%. Um bloco de candidatos está empatado com 9%: Paulo Rocha (PT), Celso Sabino (sem partido) e Chicão (MDB). Zequinha Marinho (Podemos) registra 7%, enquanto 4% votariam em branco ou nulo e 6% estão indecisos.
Lula lidera no Pará
Já na disputa presidencial, o presidente Lula (PT) lidera com folga no Pará. No principal cenário estimulado, ele aparece com 42% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 29%. Ratinho Jr. (PSD) registra 6%, enquanto Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão) têm 1% cada. Brancos e nulos somam 9%, e 11% dos eleitores estão indecisos. Em cenários alternativos, Lula varia entre 44% e 45%, mantendo vantagem consistente sobre Flávio Bolsonaro, que oscila entre 29% e 30%.
Na avaliação do sócio estrategista da Realtime BigData, Wilson Pedroso, o cenário paraense revela uma eleição fragmentada no plano estadual e mais consolidada no plano nacional. “O Pará apresenta um quadro típico de transição política, com disputa aberta ao governo e forte presença de indecisos, enquanto na corrida presidencial há uma liderança clara, sustentada por memória eleitoral e estrutura consolidada”, analisa. Segundo ele, a definição do governo estadual dependerá diretamente da capacidade de crescimento dos candidatos no eleitorado ainda não consolidado.
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre os dias 20 e 21 de março de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números BR-02531/2026 e PA-07965/2026 e foi divulgado em 23 de março de 2026.






