Pesquisa do Instituto Veritá ouviu mais de 100 mil pessoas e ranqueou prefeitos e serviços públicos nas 27 capitais brasileiras
O Instituto Veritá concluiu a maior avaliação independente de serviços públicos já realizada nas capitais brasileiras. O estudo ouviu mais de 100 mil cidadãos em todas as 27 capitais do país. Desse total, cerca de 30 mil entrevistados responderam integralmente às 77 perguntas do questionário. A pesquisa analisou a avaliação dos prefeitos e de 51 serviços públicos municipais. Ao todo, foram apurados 52 indicadores organizados em 18 áreas e 91 temas prioritários.
A margem de erro varia entre 2% e 3%, para mais ou para menos. Os dados revelam contrastes significativos na qualidade dos serviços entre as capitais. Algumas cidades se destacam de forma consistente, enquanto outras acumulam avaliações negativas em áreas essenciais. O levantamento oferece um retrato detalhado da percepção do cidadão sobre a gestão municipal. Os resultados completos estão consolidados no relatório divulgado pelo Instituto Veritá .
Ranking de prefeitos aponta altos índices de aprovação, mas com fragilidades setoriais
O ranking dos prefeitos revela níveis elevados de aprovação em algumas capitais brasileiras. O prefeito Léo Moraes, de Porto Velho, lidera o levantamento com aprovação de 94,5%. Em seguida aparece Eduardo Braide, de São Luís, com 90,6% de aprovação popular. Antônio Furlan, de Macapá, ocupa a terceira posição, com índice de 85,2%. Arthur Henrique, de Boa Vista, aparece na quarta colocação, com 80,9%. Eduardo Pimentel, de Curitiba, fecha o top 5 com aprovação de 79,5%.
Apesar das boas avaliações gerais, o estudo mostra fragilidades importantes em áreas específicas. Em Porto Velho, por exemplo, saneamento e meio ambiente figuram entre os serviços pior avaliados. Em São Luís, transporte público aparece como o principal ponto crítico. Já em Macapá, coleta e tratamento de esgoto concentram avaliações negativas. O ranking evidencia que a aprovação do prefeito não elimina problemas estruturais nos serviços públicos municipais .
Serviços mais bem avaliados concentram-se em limpeza urbana e educação básica
A análise dos serviços mais bem avaliados revela padrões recorrentes entre as capitais. A coleta de lixo lidera o ranking nacional, com média geral de 6,7 pontos. Iluminação pública aparece em segundo lugar, com média de 5,5. A sinalização de trânsito e semáforos também registra média de 5,5 pontos. A merenda escolar figura entre os destaques, com nota média de 5,5. A estrutura física das escolas alcança média de 5,3 pontos. O monitoramento por câmeras recebe nota média de 5,3.
A presença em emergências, ligada à defesa civil, aparece com média de 5,2. A conservação de escolas, unidades de saúde e prédios públicos registra média de 5,2. A varrição de ruas, avenidas e espaços públicos também alcança 5,2 pontos. O ensino fundamental fecha o Top 10, com média nacional de 5,1. Esses dados mostram que serviços visíveis e de impacto direto no cotidiano tendem a receber melhores avaliações da população .
Saúde, transporte e transparência lideram ranking dos serviços pior avaliados
O levantamento também aponta os serviços que concentram maior insatisfação da população. O pior desempenho nacional é o apoio ao tratamento de dependência química, com média geral de apenas 3,5 pontos. Exames de maior complexidade, cirurgias e transferências de pacientes aparecem logo em seguida, com média de 3,6. Informações e gastos públicos, indicador ligado à transparência, registram média de 3,7. A manutenção de bueiros e drenagem de águas das chuvas recebe nota média de 3,8.
A assistência odontológica alcança média de 3,8 pontos. Consultas médicas e com especialistas aparecem com média de 3,8. Condições das calçadas e acessibilidade recebem nota média de 3,9. O transporte público, considerando quantidade, preço e qualidade, registra média nacional de 4,0. Serviços voltados à população em situação de vulnerabilidade também aparecem entre os piores avaliados. Os exames laboratoriais e de imagem fecham o ranking negativo, com média de 4,1. Os dados indicam gargalos estruturais persistentes, especialmente nas áreas de saúde, mobilidade urbana e transparência pública .
Médias gerais por capital reforçam desigualdades regionais
A pesquisa também apresenta a nota média geral dos serviços por capital. Boa Vista lidera o ranking nacional, com média de 6,7 pontos. Curitiba aparece na segunda posição, com média de 6,2. Vitória ocupa o terceiro lugar, com média de 6,0. Macapá registra média de 5,8 e aparece em quarto lugar. São Luís surge na quinta colocação, com média de 5,7. Maceió aparece com média de 5,4. Florianópolis registra média de 5,3. Aracaju fecha o ranking das capitais destacadas, com média de 5,0. Porto Velho e Palmas aparecem logo abaixo, ambas com médias próximas de 5,0. As diferenças nas notas refletem variações significativas na qualidade percebida dos serviços públicos. O levantamento reforça que a avaliação do cidadão varia conforme a realidade local e a capacidade de entrega das gestões municipais.







