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Museu do Ipiranga é reformado e volta a receber público

O museu, cuja reforma custou cerca de R$ 235 milhões, espera receber cerca de 1 milhão de visitantes por ano. Visitação será gratuita somente até 6 de novembro e é preciso agendar a visita pelo site. Após nove anos, o Museu do Ipiranga reabriu nesta última quarta-feira (7), em São Paulo, aproveitando a comemoração dos 200 anos da Independência do Brasil. O Museu do Ipiranga promete ser um dos mais completos e modernos da América Latina. A instituição passou por profundas transformações para a celebração do Bicentenário da Independência do Brasil. O Museu do Ipiranga reabriu com o dobro do tamanho, mais uma área subterrânea e capacidade para receber até 11 exposições simultâneas. A expectativa é de que de 900 mil a 1 milhão de pessoas visitem o museu todos os anos. Como parte das comemorações de abertura, a visitação é gratuita até o dia 6 de novembro. Mas os ingressos devem ser agendados pelo site do museu. EXPOSIÇÕES. Estão abertas ao público 11 novas exposições, contemplando cerca de 3,5 mil itens do acervo, que no total tem 450 mil itens e documentos. Pela primeira vez na história do museu, a instituição também estará apta a receber acervos de outras instituições, inclusive internacionais, graças à instalação de ar-condicionado. O prédio ganhou ainda a instalação de vidros de baixa transmitância, que retêm o calor do raio solar, garantindo conforto térmico do prédio e melhor conservação do acervo. A iluminação é controlada ponto a ponto via sistema de automação, com lâmpadas led, que gastam menos energia e emitem menos calor. Outra ação ecológica foi um sistema híbrido para a circulação de ar, que inclui aparelhos de ar-condicionado apenas na expansão do edifício – o que também preserva a integridade da construção histórica. As obras foram executadas em duas frentes: restauro do Edifício Monumento e a ampliação do edifício. Com o novo espaço criado, de 6,8 mil m², o museu ganha entrada integrada ao Jardim Francês, além de bilheteria, café, loja, auditório para 200 pessoas, espaços e salas para atendimento educativo, e uma grande sala de exposições temporárias, com 900m². No Edifício Monumento, foram realizados reparos em todos os detalhes da refinada arquitetura.

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Queda do peso aciona onda de turistas brasileiros para a Argentina; veja dicas 

A queda do peso na Argentina traz pelo menos um aspecto positivo ao país, afundado em uma crise econômica: o aquecimento do turismo. Com um real equivalente a 27 pesos argentinos, os preços têm atraído brasileiros ao território vizinho. A cotação no famoso mercado de “câmbio paralelo” no país é ainda melhor, onde um real pode ser trocado por 57 pesos.  A avaliação entre turistas e especialistas entrevistados é unânime: ir à Argentina está bem barato. “Troquei R$ 750 com um app de câmbio, consegui ficar 8 dias e voltei com pesos ainda”, diz a turista que voltou recentemente de viagem. Amanda Thozeski – fotógrafa Ela usou uma plataforma que permite transferir dinheiro ao exterior, onde retornou o valor pela cotação do “câmbio paralelo”.  Veja abaixo as dicas de como trocar o dinheiro “O peso argentino desvalorizou quase 70% nos últimos dois anos em relação ao real. Então, naturalmente, o brasileiro tem um poder de compra maior”, explica Hugo Garbe, professor do Mackenzie e economista-chefe da G11 Finance.  O que diz quem foi Viajantes dizem terem notado diferenças enormes em relação a outros países vizinhos. “Realmente as coisas lá estão muito baratas para nós, brasileiros. No Uruguai é tudo mais caro”, relata o pesquisador Paulo Goetze, que depois da sua estadia passou por três cidades do país ao lado. A empresária e blogueira de viagens Kelly Couto teve a mesma sensação ao viajar pelo Chile. “É gigantesca mesmo a questão do câmbio. (…) [Na Argentina] em quatro dias eu gastei 100 dólares. 100 dólares no Chile eu não gastava nem por dia”, completa.  Nesse cenário de queda do peso, os turistas citam alguns exemplos de compras baratas que fizeram, por exemplo:  Um jantar, com prato principal e vinho: R$ 45; Vinhos das melhores marcas: R$ 20; Quilo de picanha: R$20; Transporte urbano de metrô e ônibus; por cerca de R$ 1 ou até menos. Aumento da procura Outros brasileiros já marcaram suas viagens com a expectativa de gastar pouco. É o caso do churrasqueiro e influencer José Mateus, dono do canal “Barbecue King”, que embarcou nesta semana para turismo gastronômico.  “Aqui, em São Paulo, a gente gastaria entre R$ 400 e R$ 500 para comprar uma carne de qualidade. Lá dá para gastar entre R$ 100 e R$ 200 em um dos melhores restaurantes da capital.”  José Mateus – Influencer O fotógrafo esportivo Guilherme Veiga será mais um da lista. Ele vai estender uma viagem de trabalho a Buenos Aires com mais três dias de turismo em Córdoba. Como gastar menos com a queda do peso? Para quem chegar na Argentina, seguir algumas dicas pode ajudar a aproveitar ainda mais a queda do peso.  A designer de viagens do blog “Ares do Mundo” Leda De Luca sugere que os visitantes sempre busquem levar uma quantia de reais e outra de dólares para fazer o câmbio dessas moedas dentro da Argentina.  Ela opina que a negociação nas casas de câmbio do país é mais favorável aos clientes, por conta da demanda do comércio local por moedas estrangeiras.  “O ideal na Argentina não é que você troque o montante todo de uma vez só, vai trocando de pouquinho e pouquinho para, justamente, não sobrar peso na sua mão. Porque voltar com peso ao Brasil não faz o menor o sentido.” Leda De Luca – Designer É mais indicado pagar em dinheiro, porque o comércio por cartão de débito ou crédito na Argentina não vale tanto a pena para turistas. Os principais motivos são:  o imposto cobrado pelo governo brasileiro nas transações, o IOF;  a cotação dessas compras, baseadas nos valores oficiais do dólar e peso. Por isso, guias de turismo recomendam o uso de cartões apenas para emergências ou para pedir carros de transporte por aplicativo. Por conta do tamanho dessa prática informal no país, o governo argentino começou a permitir recentemente que turistas vendam até US$ 5 mil em casas de câmbio oficiais e bancos a preços similares do câmbio paralelo.  A nova política, no entanto, ainda não teve adesão dos turistas, segundo relatos de quem trabalha no país.  Para quem não quiser ou não conseguir trocar o dinheiro, vale ressaltar que muitos serviços em pontos turísticos aceitam pagamento em real, dólar e até euro.  Porém, assim como a prática de câmbio informal, o pagamento em dinheiro merece atenção dos turistas:  muitas notas falsas de peso circulam no país, em golpes feitos para enganar visitantes, alertam Leda de Luca e Kelly Couto, especializadas em turismo;  cada loja, hotel e restaurante pode cobrar sua própria cotação em pagamentos com moedas internacionais, o que pode deixar alguns clientes no prejuízo. Atrativos Além do poder de compra, a diversidade de programas para mochileiros ou viajantes de luxo, segurança pública e belezas naturais fazem da Argentina um dos destinos mais atraentes para os brasileiros.  Entre os locais mais procurados neste ano junto à capital Buenos Aires, Leda de Luca cita a região exótica de Patagônia, no extremo sul do país, e a tradicional Bariloche. A Gol também relata uma procura relevante pelas belezas naturais de Mendoza. Fonte: G1

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